Prefeitura Municipal

Pontalinda-SP

Última Atualização do Site:
28/04/2017 10:18:41





Histórico do Município

FUNDAÇÃO DO POVOADO



Em 1940, a família Castella, da cidade de Catanduva, investiu na compra de uma gleba de terras no sertão de Rio Preto, mais especificamente na região da Vila Jales, como era chamada na época, como a finalidade de plantação de lavouras e criação de gado. No ano de 1946 dá-se inicio ao desmatamento de 900 arqueiros adquiridos, no entanto, a falta de mão-de-obra braçal e de recursos financeiros, levou a família Castella a realizar o loteamento dessas terras, para obterem lucro, sem onerar o patrimônio da família, a partir de então, surge a necessidade de um povoado para os donos de terras comprarem mantimentos, roupas, remédios e atrair novos investimentos para a região. A família procurou a Companhia Coester da cidade de Fernandópolis, para propor parceria comercial com a mesma, reservando uma gleba de 17 alqueires, ou seja, 41,14 hectares para a construção do vilarejo.

O corretor de imóvel Sr Pinheiro, com experiência no ramo, ficou encarregado de vender os lotes; percorria a região em busca de compradores, tanto na zona urbana como a rural, prestava esclarecimentos a localização, meios de transportes, a fertilidade da terra e as condições de pagamento.

E, logo, apareceu compradores para a maioria dos lotes.

O terreno para a fundação de Pontalinda foi localizado pelo Agrimensor Orestes Ferreira de Toledo. Começando a derrubada da mata no lugar onde seria construído o cruzeiro e a capela.

O nome do vilarejo originou-se do encontro dos Córregos Lageado e Novo Mundo, cujo encontro em formato de bacia, coberto por uma imensa floresta apresentava uma paisagem muito linda.

E assim, deu-se o nome de Pontalinda por ser a ponta de dois córregos.

A fundação do povoado de Pontalinda deu-se em 15 de agosto de 1948, na data de implantação do cruzeiro, os responsáveis foram os senhores José Joaquim Lourenço, o primeiro morador do povoado José Rodrigues dos Santos, Antonio J. de Oliveira e Etelvino Marques de Oliveira.

No dia primeiro de janeiro de 1956 o povoado de Pontalinda foi elevado à categoria de distrito do município de Jales-SP. Naquela época surgiram vários vilarejos na micro-região de Jales; pois as famílias chegavam e se estalavam à beira de rios, estradas ou descampado, depois que descobriram a força da agricultura. Após a abolição dos escravos e da Proclamação da Republica, iniciou a urbanização do País, o comércio e a indústria se desenvolveram e as cidades começaram a ter problemas de moradia urbana, devido ao grande fluxo de migrantes do campo para os núcleos urbanos.

A região foi a ultima aberta para a continuidade do processo de expansão cafeeira paulista. O café foi a principal cultura da época, sendo responsável pelo desenvolvimento econômico do povoado, porém, surge as culturas: algodão e amendoim com alguma representatividade econômica mas, a atividade cafeeira era quem empregava grande números de trabalhadores o ano todo.

A atividade cafeeira começou a declinar a partir de 1975, com a grande geada que arrasou os cafezais; surgindo então a idéia de maior diversidade agrícola a partir do ano de 1977, como a plantação de feijão de inverno. E por volta da década de 1980 a maioria das propriedades abandonou a cafeicultura, devido à baixas no preço; culturas improdutivas, pela idade avançada dos cafezais e o aparecimento de doença.

A citricultura torna-se uma importante cultura para a região, fazendo parte da nova política social e econômica; até os dias de hoje.

A lei Nº. 7664/91 elevou o distrito de Pontalinda a categoria de município, após a realização de um plebiscito em 27 de outubro de 1991, onde a população votou “SIM” para a emancipação político-administrativa de forma unânime. O plebiscito foi organizado por jovens idealista de Pontalinda.

Após a emancipação político-administrativa de Pontalinda, tornou-se mais eficaz a organização e a distribuição dos recursos públicos, pois, a administração do município foi formada, por políticos residentes e domiciliados no próprio município sendo portanto, cidadãos conhecedores da realidade e dos problemas da cidade e de seus habitantes.

Desta maneira os investimentos priorizaram: Saúde, Educação, Habitação, Saneamento Básico, Assistência Social, e obras de interesse da coletividade.

O inicio da Migração de trabalhadores para Pontalinda.

No processo de povoamento do Brasil, as migrações internas sempre ocorreram, de forma bem intensa, em vários períodos de nossa história.

Podemos destacar: a ocupação das áreas marginais à zona açucareira nordestina, no período de expansão do produto; a ocupação do Planalto Mineiro, de Mato Grosso e de Goiás, durante a fase de mineração(1700-1760)quando a descoberta de minas provocou um afluxo de populações e recursos do Nordeste e do Planalto paulista; o prolongamento da fronteira agrícola em função da cultura do café, que se alastrou pelo vale do Rio Paraíba do Sul ( 1810-1860), tendo atingido o Oeste Paulista e o Norte do Estado do Paraná; o deslocamento de levas sucessivas de nordestinos para a Amazônia durante a fase da borracha ( 1870-1912), até que os seringais plantados no Sudeste Asiático provocassem a decadência da produção amazônica; o afluxo de baianos e mineiros durante o surto algodoeiro paulista ( 1935-1940).

Sendo assim, no município de Pontalinda também ocorreu e ainda ocorre essa mobilidade populacional. Quando a família Castella chegou ao local que hoje é Pontalinda, enfrentou muitas dificuldades para se instalar e cultivar a terra.

A compra das terras foi por volta de 1940 onde também os proprietários seguindo o apoio Capital X trabalho já de uma maneira mais descentralizada, mas que ainda seguiam os critérios de favorecimento das famílias dominantes. A família passou por dificuldades como a primeira noite que dormiram debaixo de uma figueira e se revezavam na vigília noturna para não serem atacados por animais selvagens e dormiram ao relento na Foto de casas populares da CDHU em construção esperança de construírem uma vida melhor. Após se instalarem e demarcarem suas terras iniciou um processo de enorme produção agrícola.

As pequenas propriedades, com terras férteis e produtivas iniciaram produção agrícola diversificada como: arroz, feijão, milho, mandioca; diante de fartura e terra fértil, os alimentos tornaram-se baratos. Surgem então as primeiras viagens de madeira para a região nordeste, mas precisamente o Estado da Bahia, que nas viagens aproveitavam para levar também toucinho, milho, arroz e feijão para serem vendidos na região.

A Bahia neste período atravessa um período de seca, não produzindo suficiente e a fome tomava conta do Estado. Na volta dos veículos para a região de Vila Jales -SP, geralmente caminhões, os motoristas sensibilizados com o sofrimento do povo daquela região, trazem algumas pessoas para conhecer Pontalinda. Tais pessoas não tendo nenhuma qualificação de trabalho, ocupavam o quadro de trabalhador braçal, muitas vezes se submetendo ao recebimento apenas de comida e de um lugar para dormir, pois, a miséria era tanto na terra natal que chegavam aqui com a esperança de melhorar sua vida. Aqueles que se adaptavam e conseguiam trabalho voltavam para buscar a família e aqui residirem e outros não se adaptavam e voltavam para a terra natal.

Os agricultores percebendo que naquela região havia mão-de-obra abundante e barata começaram a incentivar a busca de trabalhadores, para laborarem nas lavouras de Pontalinda. Os primeiros migrantes começaram a enraizar e despertar o interesse em trazer seus familiares e parentes. E, assim, os motoristas que transportavam madeiras, produtos agrícolas e especiarias, viram uma oportunidade de negócio; iniciando então, a migração (transporte) desses trabalhadores de forma desorganizada nos caminhões que após algum tempo foram apelidados de pau de arara, por carregarem muitas pessoas que seguravam em um pau amarrado no meio do caminhão.

A região Nordeste é a principal área de emigração, desde o passado até atualmente, pois todos os Estados que formam a região possuem um balanço migratório altamente negativo, ou seja, perdem muito mais habitantes do que recebem. Isto porque, a região tem precárias condições sociais e econômicas, onde as desigualdades na distribuição de riqueza são enormes; e também as secas do Sertão contribuem para o agravamento das difíceis condições de vida da maioria da população e estimulam a migração.
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